Quando o empregado não olhar de soslaio o cliente por entre as cruzetas; quando o patrão deixar de repetir fórmulas monocórdicas de atendimento para impingir o freguês (culminando invariavelmente no detestável "e maisssss?"); e quando este não temer pela sua integridade física quando opta por não comprar - então talvez aí se absolvam as grandes superfícies e se inverta a crise do comércio tradicional.
Porque toda a gente tem saudades de um certo acompanhamento personalizado - e da saudosa estética inerente, como o lápis atrás da orelha. Mas o dedo molhado na saliva para retirar o guardanapo com que somos servidos já é cunho pessoal levado ao absurdo.
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1 comentário:
Escreves muito bem. Parabens
Molt bé Miguel.
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