"Há que dizê-lo com frontalidade" - a frase, que andou nas bocas do povo e foi celebrizada pelo escritor e jornalista Baptista - Bastos, encerra em si uma ideia de virtude. Uma qualidade dos que cultivam a franqueza como baluarte do carácter. Que não encobrem aquilo que pensam, que são avessos a intrigas.
Porém, o conceito tende a ser mal apreciado: muitos indivíduos, adoptando habitualmente uma postura tribunícia, desculpam-se na frontalidade para darem vazão à sua má índole. Metralham as palavras, depreciam o receptor, destorcem quaisquer fundamentos objectivos da mensagem.
Ora, existem muitas formas de veicular a verdade; mas a frontalidade séria pertence a quem se manifesta com integridade, procurando levar em conta a sensibilidade do destinatário. Não aos arruaceiros ardilosos do verbo, que em vez de confrontarem, afrontam.
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4 comentários:
arruaceiros ardilosos...costuma-se dizer que quem diz o que quer arrisca-se a ouvir o que não se quer. e a quem não sabe usar a frontalidade isso deve acontecer muitas vezes. pelo menos eu quando me dizem as coisas assim à brita e sem qualquer pingo de respeito ouve o que não quer e da mesma forma que me falam. e engraçado, nunca gostam de ouvir o mesmo tom!=P
Muitas vezes o destinatário não merece é que se tenha em conta a sua sensibilidade...
http://forbbidensnowflake.blogspot.com/2007/05/no-vou-dizer-que-preciso-de-ti-porque.html
está ligado à tua definição que escreveste nos animais.
Pois, concordo... ainda agora tive um bom exemplo de alguém assim, como sabes...
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